PROM
on: 11 de junho de 2011 | 0 opinions ★
Não se pode dizer que estivesse propriamente entusiasmada, porque não estava. Não parece meu, eu sei. Muitas vezes sonhei com aquele dia, mas deixei de poder sonhar com ele como fazia tantas outras vezes. As circunstâncias mudaram nos últimos meses e, com elas, as utopias mudaram também.
No entanto, nem tudo mudou para pior. De facto, foi uma noite de caprichos, uma noite digna apenas das grandes estrelas de hollywood. Por isso mesmo, lá tive direito a todos os miminhos que elas merecem, uma completa tarde de gaja, que mais me fez antecipar o meu casamento que outra coisa. Desde a todos os cuidados, passando pelas fotografias e os elogios, até à mãe a puxar o vestido atrás, a tudo tive direito. Um exagero, um excesso? Talvez ou muito provavelmente. Mas houve espaço para tudo. Dias não são dias, noites não são noites. E aquela era a minha.
As horas voaram e, de repente, atrasada como sempre, lá cheguei eu. As raparigas perdidas entre os vestidos compridos e apertados e os saltos bem altos, a dizer com os penteados esplêndidos, que se foram desmanchando ao ritmo de cada dança, e com a maquilhagem aprimorada, que ia ficando borrada com cada lágrima que a traía. Os rapazes bem engravatados, lá se confundiam nos fatos que nos pareciam todos iguais (problema do género masculino, temos pena ahah). Bem surpresa me deixaram por terem mantido a postura toda a noite, POIS nunca tiraram o blazer, ao contrário de muitas raparigas que cederam à necessidade de ficar descalças (um ponto para eles).
E assim foi. Uns mais maravilhosos que outros. Uns mais sorridentes que os demais que choravam. Todos lamentavam, entre gargalhadas, soluços e um turbilhão de emoções, o momento de despedida que traiçoeiramente se aproximava. Aquele calorzinho familiar que sempre distinguira os Maristas de qualquer outra escola, os abraços dos professores e as palavras escritas ou murmuradas pelos colegas, o olhar orgulhoso de todos os pais, não era possível ficar indiferente àquele momento. Mais do que uma escola, uma casa. Mais do que professores, pais. Mais do que colegas, amigos. Ainda não consigo acreditar que acabou, talvez porque não seja mesmo o fim. Como vou sobreviver sem tudo aquilo? As memórias matam-me lentamente, mas mais lentamente ainda, hão-de me matar as saudades. Sim, vou ter muitas. E tenho medo, estou assustada, não quero crescer para já. Ou melhor, quero, mas não sei como fazê-lo sem tudo aquilo que terei de deixar para trás.
Ficará, sempre, um espacinho para cada uma daquelas coisas, pessoas ou lugares, do lado esquerdo do meu peito. Da melhor ou da pior forma, todos me fizeram aprender e construir-me ao longo destes anos. Obrigada a todos.
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If you don't go after what you want, you'll never have it. If you don't ask, the answer will always be no. If you don't step forward, you're always in the same place.
Beauty keeps the attention. Personality keeps the heart.
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